Quem frequenta academia sabe que leggings, camisetas, tops, shorts e meias entram em contato direto com o suor e, geralmente, são feitos de tecidos tecnológicos que facilitam a transpiração. Mas, quando a higienização não é feita corretamente, resíduos de suor, oleosidade e microrganismos permanecem nas fibras — e o mau cheiro volta mesmo depois da lavagem.
Para quem mora em condomínio e utiliza lavanderia compartilhada ou lava as peças em casa, alguns cuidados extras fazem diferença. O intervalo entre o treino e a lavagem é um dos pontos críticos, deixar a roupa suada dentro da mochila, do cesto ou até da máquina por horas cria um ambiente favorável à proliferação de microrganismos responsáveis pelo odor.
“Nas roupas de academia, não basta apenas retirar a sujeira visível. É importante cuidar de todo o processo, desde o momento em que a peça sai do corpo até a forma como ela é lavada, seca e guardada”, explicou para a Folha do Condomínio a especialista em cuidados com tecidos Nerivânia Alves.
A profissional, que atua empresa Omo Lavanderia, contou que o excesso de produto, uso inadequado de amaciante, pouca ventilação na secagem e armazenamento antes de a peça estar completamente seca também comprometem o resultado.
Um erro comum é tentar resolver o mau cheiro apenas aumentando a quantidade de sabão ou perfume. “O resultado depende de uma combinação de fatores: retirar a roupa da bolsa rapidamente, fazer a higienização adequada, garantir um bom enxágue e permitir que a peça seque completamente antes de ser guardada”, orientou.
Para evitar odores persistentes Alves sugeriu dez cuidados:
Não deixe a roupa suada acumulada – Assim que terminar o treino, retire as peças da mochila ou da bolsa. Se não for possível lavar imediatamente, deixe-as arejar em local seco e ventilado.
Separe as roupas de academia das demais – Sempre que possível, lave as peças esportivas separadamente, evitando misturá-las com roupas que exigem cuidados diferentes. Isso também ajuda a controlar a quantidade de peças na máquina.
Observe a etiqueta antes da lavagem – Tecidos tecnológicos podem ter composições e necessidades distintas. Confira orientações sobre temperatura da água, ciclo de lavagem, uso de produtos e secagem.
Não exagere na quantidade de sabão – Usar mais produto não deixa a roupa mais limpa. O excesso dificulta o enxágue e deixa resíduos nas fibras, contribuindo para a retenção de odores.
Evite o uso excessivo de amaciante – Em algumas peças esportivas, o produto pode formar uma película sobre as fibras e interferir na absorção ou no gerenciamento da umidade. Consulte sempre a etiqueta.
Dê atenção especial às áreas que acumulam mais suor – Axilas, gola, costas, cintura e regiões de maior contato com o corpo concentram mais suor e oleosidade. Quando necessário, faça um pré-tratamento adequado.
Não sobrecarregue a máquina – Encher demais o cesto reduz o espaço para as roupas se movimentarem, e água e produto podem não alcançar todas as áreas das peças.
Retire as peças da máquina assim que o ciclo terminar – Roupa limpa também pode voltar a cheirar mal se permanecer úmida dentro da máquina por muito tempo.
Priorize uma secagem completa e bem ventilada – Peças esportivas devem estar completamente secas antes de serem guardadas. Siga as orientações da etiqueta quanto à exposição ao sol ou ao uso de secadora.
Guarde as roupas somente quando estiverem completamente secas – Armazene em local limpo, seco e arejado. Evite guardar peças esportivas ainda úmidas ou deixar roupas usadas misturadas às limpas dentro de gavetas, armários ou bolsas de treino.
Dica extra para quem usa lavanderia compartilhada: respeite o horário de uso, verifique se o cesto da máquina está limpo antes de colocar as peças e evite deixar roupas acumuladas na área comum. Esses hábitos ajudam a manter o espaço agradável para todos os moradores — e suas roupas livres de odores.



