O mercado imobiliário corporativo brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2026 com movimentos distintos entre escritórios e galpões logísticos, segundo estudo de uma consultoria imobiliária. Em São Paulo, a entrega de novos empreendimentos ampliou a oferta de espaços corporativos e elevou a taxa de vacância. Já o segmento logístico mantém demanda aquecida, impulsionada pelo comércio eletrônico e pelos marketplaces.

Na capital paulista, o estoque de escritórios chegou a 12,71 milhões de m², ante 12,54 milhões no trimestre anterior. A taxa de vacância subiu de 14,69% para 14,81%. Apesar disso, a absorção líquida avançou de 95.975 para 136.594 m², sinalizando que a demanda por espaços corporativos segue firme.

Segundo Marcos Alves, Ceo da RealtyCorp, a elevação do indicador reflete a entrega de novos empreendimentos, sobretudo os prédios Alto das Nações e Cyrela Corporate. “Como grande parte dessas entregas ocorreu no padrão classe A+, houve pressão sobre a vacância desse segmento”, explica. Na classe A+, a vacância subiu de 12,92% para 14,62%. O preço pedido médio de locação permaneceu estável, em R$ 90 por metro quadrado.

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Rio de Janeiro dá sinais de recuperação

No Rio de Janeiro, o estoque corporativo alcançou 5,50 milhões de metros quadrados, com recuo da vacância de 20,97% para 20,74%. O trimestre marcou a entrada de novos espaços após 15 períodos sem expansão do estoque, com destaque para os empreendimentos Aliança da Bahia, Leblon Green e Visconde Corporate Boutique. “A recuperação carioca continua lenta e gradual, mas já observamos sinais de melhora nos preços pedidos de locação”, avaliou Alves.

Logística: vacância abaixo de 5%

O mercado nacional de condomínios logísticos segue em expansão. O estoque chegou a 47,86 milhões de metros quadrados, e a vacância caiu de 5,55% para 4,92%, com absorção líquida de 1,07 milhão de metros quadrados. “A vacância está abaixo de 10% desde 2023 e agora ficou abaixo de 5%. Esse nível pressiona os preços, especialmente com a demanda elevada”, afirmou o Ceo.

Em São Paulo, o preço pedido médio de locação logística subiu de R$ 31 para R$ 41 por m². O Espírito Santo se destaca pelo ritmo de expansão, com atividade construtiva equivalente a 25% do estoque estadual.

Para o setor, os dados reforçam a importância de analisar separadamente os mercados corporativo e logístico, considerando as particularidades de cada região e segmento na tomada de decisão de proprietários, investidores e empresas ocupantes.