Cada vez mais condomínios residenciais do Distrito Federal têm apostado em melhorias de infraestrutura, com destaque para a instalação de usinas solares. A medida contribui para a redução de despesas com energia e ainda valoriza os imóveis.

Segundo dados da instituição financeira cooperativa Sicredi, entre 2016 e 2026, mais de R$ 26 milhões foram financiados para condomínios. Desse total, cerca de R$ 12,5 milhões (47,4%) foram destinados exclusivamente a projetos de energia solar. Os recursos já permitiram a implantação de 220 usinas fotovoltaicas, com economia estimada em R$ 12,23 milhões por ano, informa a instituição.

Um exemplo é o Condomínio ADV, em Águas Claras. Ao assumir a gestão, a síndica Patrícia Fernandes enfrentou áreas comuns deterioradas e um projeto de modernização considerado inviável pelos moradores. A solução que a gestora encontrou foi combinar a reforma dos espaços com a instalação de uma usina solar.

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Fernandes contou que “a reforma incluía aquecimento da piscina, novo espaço gourmet e áreas de convivência. Sem uma alternativa para reduzir a despesa com energia, a conta do condomínio ficaria muito mais alta. Com a usina solar, conseguimos viabilizar todo o projeto”, disse.

Com a medida, a conta de energia das áreas comuns, que poderia ultrapassar R$ 5 mil mensais, passou a ficar próxima da taxa mínima. Ainda conforme a síndica, “além da economia, os moradores ganharam novos espaços de convivência e lazer, e os apartamentos se valorizaram”, destacou.

Para Túlio Santos, especialista da instituição financeira para o setor condominial, a energia solar reflete uma mudança na gestão dos condomínios, onde, segundo ele, “o síndico não precisa criar um dinheiro novo. Muitas vezes, o recurso que já seria destinado às despesas com energia pode ser direcionado para viabilizar um investimento que gera economia futura para o condomínio”, defendeu.